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Mão Santa, ACM e Sarney – por Valéria Sotão Ferreira

texto enviado por Valéria Sotão Ferreira de São Luiz, MA
http://osustenido.blogspot.com/2009/09/mao-santa-acm-e-sarney.html

Estava aqui em casa, há poucos minutos, vendo pela TV Senado a Votação do PLC, que regula as eleições de 2010. A discussão estava interessante, até que o Senador Mão Santa, um dos senadores mais patéticos, burros (é um erro de português a cada 10 palavras ditas) e ao mesmo tempo esperto (para enganar o povo) começa um discurso e pede atenção do relator de forma um tanto “malandra”. Esse jeito nada sério do Mão Santa me irrita. Ele brinca, fica com malandragem e com brincadeiras dignas de bêbados em roda de bar de dia de domingo, em pleno Senado Federal. O que esperamos de qualquer político, em seu ambiente de trabalho, é o mínimo de seriedade (obviamente uma seriedade também em termos de honestidade). Até aí nada de novidade.
Quando eu pensei que nada mais que viesse do Mão Santa me chocasse (negativamente ao extremo) ele diz, em seu discurso fora de hora, que o Antônio Carlos Magalhães foi o maior senador que já pisou no Senado Federal. Engraçado que, lembrei agora, há mais ou menos 1 mês atrás o mesmo Mão Santa tinha dito isso de outro Senador, não mais em atividade na Casa. Falsidade? Memória fraca? Não sei. Mas ok. O que me chocou foi o tal mencionado. O ACM. Puxa vida, Senador Mão Santa! Como podes defender um político que o Brasil inteiro sabe que foi um corrupto, que se considerava o dono da Bahia, como Sarney se considera o dono do Maranhão, que era dono da filiada da rede Globo (e sua família continua com o título) na Bahia assim como José Sarney é dono da Globo do Maranhão, a TV Mirante? Como pode, Senador?

Semelhanças entre o falecido ACM e o vivíssimo José Sarney não são meras coincidências. As famílias dos dois praticamente mandam em seus estados. As famílias de ambos são infiltrada na política, por motivos óbvios. Hoje em dia, em exemplos de maior grandiosidade, podemos citar a filha de Sarney, Roseana Sarney, que está governando o Maranhão pela terceira vez, desta vez no tapetão; e o neto do ACM, o ACM Neto, Deputado Federal pela Bahia.

Os dois foram Presidente do Senado três vezes. Sarney está em pleno mandato, apesar da crise no Senado iniciada em 2008 e estendida até o ano presente, com protestos “Fora Sarney” eclodindo por todo o país. Três vezes, caro leitor, três vezes!

Outra semelhança nada feliz é que ambos (ACM e Sarney) começaram suas carreiras em plena ditadura militar e depois da redemocratização do país se fingiam de democráticos (Sarney continua fingindo até hoje). Sarney nunca é oposição, sempre faz aliança com todos, isso sem contar a contínua troca de favores (que contamina toda a família de filhos, netos e assim por diante) com outros poderosos. Sarney infiltra seu poder no Judiciário, no Executivo, em todos as esferas, sempre num típico tráfico de influências.

Dedico minha total solidariedade ao povo da Bahia, que sofreu por tantas décadas o descaso político e social disfarçado de “progresso” e de “modernidade”, cometido por ACM. Espero que sua família não seja ainda tão presente naquele estado como a família Sarney é aqui no Maranhão. Sentimo-nos em pleno Brasil das capitanias hereditárias, cada fatia destas terras vai para um parente desses poderosos. Triste!

E, para piorar este terrível quadro, as “coincidências” não terminam por aí. Todos sabem que tudo no Maranhão leva o nome “Sarney”. Hospitais, ruas, pontes, prédios públicos. E isto é proibido, por lei. Obras públicas não podem levar nome de pessoas vivas. Isso acontece também na Bahia, desde quando ACM estava “muito vivo, obrigado”.
Alguns exemplos (peguei trechos de um texto que encontrei na internet, se houver algum erro grave, lembre-se que não fui eu quem escreveu o que está entre aspas):

“Se estiver grávida e precisar de ajuda pode procurar a Maternidade José Maria de Magalhães Neto no bairro Pau Miudo.
Pode também ir ao Hospital Geral Luís Eduardo Magalhães, que fica na Av. Antônio Carlos Magalhães, s/nº. Município: Itamarajú – Ba. Cep: 45.836-000. Depois pegue a Av. Professor Magalhães Netto, fácil, fácil, basta passar pela Av. Tancredo Neves. MAs se em vez de virar à direita, virar à esquerda, vai sair na Av. Luís Eduardo Magalhães. Entendeu?

Mas a Av. Antonio Carlos Magalhães não existe apenas em Salvador, mas em Valença e em Santo Antonio de Jesus também.

Como terceira opção vá ao Hospital Municipal Dr. Antonio Carlos Magalhães.

Se não estiver satisfeita e quiser saber um pouco mais da família, dirija-se à Fundação Luís Eduardo Magalhães. Fica em Salvador mesmo. Não confunda com o Município…

É, também tem… Luís Eduardo Magalhães – município brasileiro do estado da Bahia.

Voltando para Salvador, se quiser ir a uma praia, pegue novamente a Avenida Antônio Carlos Magalhães. Antigamente se você tivesse pegado muito sol, podia procurar o Hospital Estadual Arlete Maron de Magalhães, mas ele foi desativado, talvez a população não fique mais doente…

Se estiver em Jequié e quiser fazer uma pesquisa ou ler um pouco, vá até a Biblioteca Municipal Arlete M. Magalhães, na Rua Leonel Brito s/n, Centro.

Se quiser assistir um futebol e estiver no município de Itapetinga pode ir ao Estádio Antônio Carlos Magalhães, que possui capacidade para 6.550 espectadores.

Para seus filhos estudarem, escolha entre o Colégio Modelo Luiz Eduardo Magalhães. Tem em Salvador, na Av Gal San Martin, pertinho da Av. Luiz Eduardo Magalhães; na Rua 1, em Santo Antônio de Jesus; na Av. Comercial, em Camaçari; e na Rua Vasco Filho, em Feira de Santana. Se você morar em Santo Amarotem a Escola Municipal Luís Eduardo Magalhães, logo na entrada da cidade.

Agora vejam todo o acervo midiático daquela família (Fonte: Wikipédia):

“Empreendimentos da família

Seu filho, Antônio Carlos Magalhães Júnior, é presidente da Rede Bahia, que engloba diversas empresas do estado, principalmente de comunicação. São elas:

* 88.7 Bahia FM
* 102,1 FM Sul (Rádio FM em Itabuna)
* Correio da Bahia (Jornal)
* Globo FM (Rádio FM em Salvador)
* Gráfica Santa Helena
* iContent (Produtora)
* iBahia.com (Portal de Internet)
* Construtora Santa Helena
* TV Bahia (afiliada da Rede Globo em Salvador e região)
* TV São Francisco (afiliada da Rede Globo em Juazeiro e região)
* TV Oeste (afiliada da Rede Globo em Barreiras e região)
* TV Santa Cruz (afiliada da Rede Globo em Itabuna e região)
* TV Subaé (afiliada da Rede Globo em Feira de Santana e região)
* TV Sudoeste (afiliada da Rede Globo em Vitória da Conquista e região)
* TV Salvador (canal fechado, transmitido em UHF ou por assinatura)

Pois é. Tudo isto me lembra muito o que acontece no meu estado, o Maranhão, e me deixa muito triste. Com tantos senadores que já passaram pelo Senado Federal, Mão Santa escolhe um dos piores para dar como exemplo de “melhor e maior”.
Sarney é o último desta espécie (já que ACM faleceu há 2 anos)? Não se sabe. Mas digo o último dentre os de maior importância nacional (em termos de fama e influência), pois vê-se, sem dúvidas, que Mão Santa não deve ser apenas um defensor dos oligarcas corruptos. Ele defende a classe porque é um deles. É um deles.

Lamento!

Mande o seu Fora Sarney

7 Fora Sarney!

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  1. 7
    RGS(pesquisador) Diz:

    Eu quero ver é de norte a Sul de Leste a Oeste. Automóveis,motos e outros veículos com os adesivos#FORA SARNEY e SUA TURMA#!.Está proibido?. Não dúvido pelo que passou recentemente o Jornal O ESTADÃO!.

  2. 6
    osvaldo mille Diz:

    senador mao santa sera que podia ler isto na tribuna do senado e de interece de todo brasil

    Ele tem fórmula para exterminar caramujo, mas, autoridades não lhe reconhecem

    José Pontes, guerra ao Achatina Fulica

    ZECA PRETO MANDOU CARTA A LULA E A MARINA DA SILVA

    (11.01.06) José Pontes, pesquisador autodidata se diz revoltado pela, segundo ele, discriminação que sofre, porque não tem o seu trabalho de combate ao caramujo africano reconhecido pelas autoridades sanitárias e de saúde do país. Zeca Preto, como é conhecido no Vale da Ribeira, interior de São Paulo, escreveu para o presidente Lula e para a ministra do meio ambiente Marina da Silva, contando a sua luta vitoriosa contra o caramujo gigante africano.

    “Sou pesquisador autodidata e passei oito anos de minha vida pesquisando o comportamento do caramujo gigante africano até encontrar uma solução para acabar com essa praga que assola o nosso país. Nestes oito anos passei fome, frio e tive momentos que não tinha nem onde dormir. Minha primeira campanha de combate ao caramujo foi em minha cidade natal, Juquiá-SP, depois em Registro, Pariquera-açu, Iguape e outras cidades no Vale do Ribeira. Esta região possui uma riqueza biológica incalculável, porém, tem um dos maiores índices de pobreza do Estado, inclusa na lista dos treze maiores bolsões de miséria do País”, revela José Pontes.

    O pesquisador conta que o caramujo gigante africano entrou no Brasil no dia 28 de março de 1987 para ser criado como “escargot” e, sem mercado para consumo, foi abandonado no meio ambiente. “Como o clima é propício, ele logo se proliferou, tornando-se uma praga. Eles colocam de 250 a 300 ovos em três meses, tendo quatro desovas por ano e se alimentam de tudo que é tipo de vegetação e coisas imundas: tipo fezes humanas e de animais, podendo contaminar o ser humano pelo simples toque, através de seu muco, que é uma baba a qual solta a cada movimento”, alerta Zeca Preto.

    Zeca que pesquisou por oito anos o comportamento do molusco, descobriu que o mesmo percorre 30 metros por noite e coloca seus ovos até 50 cm dentro do solo. “Ele acasala de 12 a 14 vezes por noite e é hermafrodita, mesmo assim precisa se fecundar. O animal que à primeira vista parece inofensivo pode causar as seguintes doenças: perfuração intestinal, tumores abdominais, tumores do abscesso, meningite e cegueira permanente. Na região, houve o caso de uma criança que engoliu um filhote de caramujo. A minha preocupação é que a saúde sempre diz que nunca houve um caso provocado pelo caramujo, mas será que isso é verdade? Depois de morto, ninguém descobre”, observa o pesquisador.

    “No Vale da ´Miséria´ (Ribeira) um pobre quando precisa de um oftalmologista leva até quatro meses para conseguir a consulta. Para diagnosticar uma possível doença provocada pelo caramujo, precisaria de um laboratório especializado. Exemplo: o barbeiro que cientificamente somente pela picada poderia levar o ser humano a ter doença de chagas. Mas, novamente, a ciência do homem falhou: levou várias vidas em Santa Catarina. Carrapato estrela que está matando e é por esses motivos que continuo, mesmo sem ganhar nada, lutando contra o caramujo gigante africano, contra o qual criei fórmulas para atraí-los e matá-los. Minhas fórmulas não fazem mal ao meio ambiente e nem à saúde humana. Mas a minha preocupação é o caramujo e as iscas vendidas com elevado grau de veneno que podem matar o homem, principalmente as pessoas”, diz com preocupação Zeca Preto.

    Para José Pontes, em contrapartida, existe o Ibama que criou o Dia C de Combate ao Caramujo para colocar expostas muitas pessoas. “O Dia C é usar os alunos da rede pública de ensino para coletar manualmente os caramujos, mas somente os alunos correm o risco porque o Ibama só determina como é a campanha. Levei à cidade de Registro 90% do controle, sozinho, sem usar uma pessoa sequer e peço em todas as palestras que dou gratuitamente para que ninguém se arrisque a pegar nessa praga. O Dia C veio pra Registro um dia e já está na sua agenda oficial como um troféu expondo e usando as pessoas. E eu, que passei fome e frio, sequer sou considerado pelo Ibama. Acabou o Dia C e eu ainda continuo sofrendo, até que algum deputado ou senador ou a imprensa me enxergue para que eu possa fazer uma campanha para todos. Fiz a campanha na gestão do ex-prefeito da cidade de Registro, Samuel Moreira, hoje subprefeito de São Miguel Paulista. Com matérias do meu trabalho nos jornais e até hoje nenhum deputado mostrou algum interesse. O interesse somente aparece na época de eleição, e os prefeitos pedem obras para mostrar aos eleitores e esquecem que eleitores doentes não votam”, lamenta-se Zé Preto.

    O combatente dos caramujos gigantes desafia: “gostaria de saber se tem algum político que tem preocupação em mostrar à imprensa esse descaso e eu desafio qualquer um que diga que entende de caramujo porque não foi faculdade que me ensinou a combater essa praga, foi o medo de morrer junto com muitos. Minha tristeza é saber que eu, para colocar a minha invenção no mercado ou prestar serviço, preciso provar que não tem veneno! Até hoje ninguém se contaminou com minha invenção, eu mesmo tomo o produto que criei. As empresas milionárias deixam somente na embalagem, não existe antídoto em caso de intoxicação. Não é justo estar eu passando por necessidades, tendo o maior conhecimento na esfera mundial, porque os Estados Unidos, país de primeiro mundo, jogaram quase uma bomba atômica e não conseguiram acabar com a praga do caramujo. Essa \\\”bomba\\\” custou a eles mais de 10 mil dólares, atingindo apenas 10% dos caramujos. Será que eu, pra poder sobreviver neste Brasil cruel, sendo negro, preciso entrar ilegalmente nos Estados Unidos e fazer meu trabalho lá para depois voltar aqui e ser tratado com dignidade?”, questiona.

    Finalizando, Zeca Preto diz: “enviei meu material de pesquisa ao senhor presidente da República e para a ministra do meio ambiente. Não obtive nenhuma resposta, não sei nem ao menos se chegaram a ler o que enviei. Nos e-mails informei-lhes do meu clamor por soluções ao Ministério do Meio Ambiente para que possamos tomar providências urgentes para um combate a nível nacional. Enquanto todos estavam festejando o natal e ano novo, estava eu sem alimentos, ajudando as pessoas a se livrar dessa praga. Desenvolvi também fórmulas para o combate às formigas da Amazônia, que atacaram principalmente a cidade de Eirunepé, e para o carrapato-estrela, que está matando muita gente”.

    CONTATO COM O PEQUISADOR:
    E-mail – pesquisador.jose.de.pontes@hotmail.com

  3. 5
    valeriasotao Diz:

    Com certeza, Adriana.
    Alias, seria interessante se fizéssemos uma petição e enviássemos pra TV Senado, pedindo que fizessem do canal um canal aberto.

  4. 4
    adrianalopes Diz:

    Valéria, como você, eu também tenho o hábito de assistir a TV Senado, e realmente, esse Mão Santa é duro de aguentar! Agora, uma coisa que tenho pensado muito a respeito, é o porquê da TV Senado e TV Câmara não serem transmitidas na tv aberta… Já pensou se todo mundo pudesse assistir ao que nossos representantes estão fazendo, ao vivo, sem edição? As brigas, discussões, votações, conluios, etc., pra todo mundo ver! Quem sabe, pensando no aumento da audiência esse povo não trabalharia mais e melhor? Sei que muita gente mudaria de canal, mas qualquer traço de audiência seria bem vindo, quanto mais pessoas tiverem acesso à informação, melhor para o futuro do nosso país…

  5. 3
    Vilma Hoff Diz:

    Chega de tanta falta de vergonha!
    É muita cara de pau!
    Fora Sarney! Caso contrário, não temos mais moral para educar quem quer que seja. Não há como imprimir patriotismo nos nossos jovens, com esse tipo de exemplo!!! É a desmoralização do Estado.

  6. 2
    Felipe Alves Diz:

    Somos tantos que pensamos assim, somos muitos que queremos que o Brasil seja mais digno, precisamos unir-nos, de uma olhada nesse meu post, ali tem links de varios movimentos e blogs de pessoas como tu e eu que queremos mudar o país.
    http://brasilvotenulo.blog.com/2009/09/17/como-e-onde/
    Agora como fazemos?

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